De repente a escola virou uma Startup

Uma Startup é uma instituição que opera na extrema incerteza — Eric Ries.

Cenário de Extrema Incerteza!

É exatamente isso que está acontecendo com todas as organizações, e entre elas escolas e universidades. Estamos vivendo, e ainda não sabemos por quanto tempo vamos viver, na era da incerteza.

A velha cartilha de gestão, as fórmulas prontas vendidas pelos badalados MBAs, e muitas verdades dos gurus da administração, já não servem mais para este novo tempo. Tudo que foi desenhado para ser bem sucedido no século XX, fracassará nesta nova era de incerteza.

A pandemia vai fazer a maior seleção natural da história no mundo dos negócios.

Gigantes vão sucumbir por não serem ágeis o suficiente para se adaptar aos novos tempos e responder aos novos desafios. Pequenos também vão sofrer.

A empresas serão classificadas em 3 grandes grupos, independente do seu caixa, dos seus processos atuais, e da sua participação no mercado.

Teremos empresas Frágeis, Resilientes e Antifrágeis.

As frágeis serão aquelas que não entenderam, ou não vão entender a tempo as mudanças do mundo. São hierárquicas, controladoras, micro-gerenciadas, rígidas, tradicionais demais. A figura que vai melhor descrever essa empresas são letras L seguidas de outros Ls.

As resilientes vão sofrer, vão diminuir seu tamanho, vão perder participação no mercado, receitas, mas talvez volte ao que era numa longa retomada em forma de U ou W.

E outro grupo serão as empresas Antifrágeis, aquelas que não importa o tamanho, entenderam que eventos inesperados podem acontecer, e estarão preparadas não só para atravessar essas crises e caos, mas principalmente se beneficiar deles, sair muito melhor do que entraram. Essas empresas se recuperam na forma da letra V ou mesmo J.

Felizmente as Startup já nos deram pistas de como fazer uma Gestão Antifrágil.

Startups são instituições humanas — ou seja centrada em pessoas — que se propõem a resolver um grande problema, e ao mesmo tempo criar um modelo de negócio escalável num ambiente ou contexto de extrema incerteza.

Startup de sucesso sabe exatamente que problema ela quer resolver, mas não sabe exatamente o qual ou como será a solução deste problema. Exatamente o que está acontecendo com as escolas e professores neste momento, sabem que o ensino e aprendizagem não pode parar, mas não sabem bem ao certo, ainda, como vão continuar resolvendo este problema.

Startup de sucesso sabe exatamente que problema ela quer resolver, mas não sabe exatamente o qual ou como será a solução deste problema.

Para isso startups experimentam, testam e aprendem em ciclos muito curtos, curtos o suficiente para construir um produto minimamente viável para testar com pessoas que tem o problema que a startup decidiu solucionar, e durante estes testes poder colher dados para aprenderem se devem continuar neste mesmo caminho ou se devem ajustar alguma funcionalidade da solução testada. Ou ainda, se a solução não funcionou, e precisa ser descontinuada e esquecida, ou pivotada, no jargão do setor.

Escolas e professores estão fazendo esses teste, a cada dia, a cada aula testam uma coisa nova, e estão aprendendo muito com esse processo. Aprendendo como jamais aprenderam. Inovando como jamais inovaram.

Estes testes rápidos, baratos e pequenos o suficiente para mostrar se a Startup está no caminho — ou não — para resolver o problema é o segredo das startups de sucesso. Quanto mais experimentos a Startup faz, mais ela aprende.

Da mesma forma, quanto mais as escolas experimentarem nesse momento, e estiverem atentos aos feedbacks dos pais e alunos, mais vão conseguir inovar e criar novas formas de criar valor para seus alunos. As escolas, mas principalmente os professores estão transformando a escola, reinventado a educação. E este será o grande legado dessa pandemia.

As empresas mais inovadoras do mundo fazem isso o tempo todo. Criam, testam, e aprendem, criam, testam e aprendem. Assim, a solução do problema vai sendo construído passo a passo, com muito mais previsibilidade de ter sucesso do que se a empresa entregasse uma solução pronta, acabada e padronizada aos clientes.

As empresas antifrágil entendem que agilidade, a descentralização, a colaboração, a autonomia das decisões e a transparência da comunicação dentro da empresa são as características que as tornam antifrageis.

As escolas terão o duro desafio de abrir mão da gestão centralizadora, dos processos padronizados, do micro-gerenciamento de professores e funcionários. As escolas terão que confiar mais na capacidade de adaptação dos seus professores na ponta, na iteração direta com os alunos.

As escolas terão que entender que a inteligência coletiva de um grupo de professores e funcionários comprometido é infinitamente maior que as decisões de um CEO ou Diretor, por mais genial que este seja.

Durante uma crise e cenário de caos, as escolas precisam desenvolver uma habilidade muito importante, a Adaptabilidade Ágil.

Cada caso é um caso. Cada contexto é um contexto, mas se fosse para listar em bullets points como fazer isso eu diria:

  • Crie um Squad de Transformação na sua Instituição. Squad é um grupo pequeno de pessoas T-Shape extremamente comprometidas com a escola ou instituição.
  • Defina um pequeno conjunto de grandes problemas que a instituição está passando ou vai passar no curto prazo. Defina a visão da instituição para superar esses desafios.
  • Defina Objective Key Results — OKRs para cada um desses problemas.
  • Entenda e aplique o pensamento LEAN (Ciclos iterativos e incrementais de Criar, Testar, Aprender)
  • Entenda e aplique a Matriz de 4 ações para simplificar e focar na solução de cada problema (Eliminar, Reduzir, Aumentar, e Criar atributos na operação atual)
  • Usar uma metodologia de gestão ágil de projetos, sugiro o SCRUM ou adaptações, basicamente uma reunião com o Squad no início da semana para definirem o que vão atacar durante a semana de forma coordenada, reuniões rápidas todos os dias para acompanhar a evolução de cada pessoa, e uma reunião no fim da semana de revisão e apresentação de avanços e aprendizagem daquela semana.
  • Usar uma ferramenta colaborativa e visual, como um quadro Kambam, para que todos na instituição saibam que cada um está fazendo, e o objetivo que todos estão perseguindo.

O micro-gerenciamento deve dar lugar a autonomia. A decisão top-down deve dar lugar a colaboração (menos eu, mais nós), a centralização deve ceder espaço a descentralização. Os segredos o controle das informações devem dar espaço a transparência e verdade.

É tempo de desapegar de velhos hábitos, das velhas verdades, da crenças antigas, para transformar profundamente a maneira de fazer gestão de escolas e instituições nesta era de incerteza.

Diante do novo, tomos somos aprendizes.

Por outro lado, há um ditado que diz: Junte gente boa que sai coisa boa.

E aqui queremos te fazer um convite. Queremos te convidar a fazer parte do nosso grupo Gestão Antifrágil focado em gestores escolares e líderes educacionais.

Neste programa online e ao vivo, totalmente participativo, interativo e colaborativo você aprenderá conceitos e ferramentas para fazer uma gestão antifrágil da sua escola ou IES.

Não temos todas as respostas. Mas confiamos na colaboração e na inteligência coletiva.

Serão 4 encontros online e ao vivo, de auto-desenvolvimento, que capacitará você e sua equipe para atravessar esse momento de crise de mãos dadas com outros gestores e com profissionais especializados em inovação e que usam gestão ágil no seu dia a dia.

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