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Com Metodologias Ativas, prof. Dr. Paulo Tomazinho ilustra semana pedagógica Mater Dei

Neurociência é o caminho pelo qual se incentiva o aluno a trabalhar em equipes pequenas, debatendo o conteúdo e até ensinando-o, o que aumenta a taxa de aprendizado em até 30%

Como profissional da área de Odontologia, Paulo Tomazinho ficava incomodado com a forma como as pessoas demonstravam aprender, ou ter dificuldade para tal. Isto o motivou a buscar o mestrado em Ciências, na USP e, em seguida, o doutorado em Educação, que concluiu no Chile em 2011. Atua ajudando clientes como Universidade Positivo, Nuvem Mestra – Partner Premier Google, UNIPAR, UniDomBosco, Unifacisa, Unifai, UFPR, Sinepe e SEMESPE, sendo que há três anos, o professor dr. Paulo Tomazinho vem palestrando por todo o Brasil sobre “Metodologias Ativas”, temática que trouxe para a Faculdade Mater Dei na noite desta segunda-feira, 4. A Semana Pedagógica Mater Dei iniciou-se em 1º de fevereiro e segue até dia 11, véspera do início das aulas, com diversificadas atividades programadas pela Assessoria pedagógica, sob a direção do prof. Dr. Dirceu Antonio Ruaro.

Metodologia ativa, explica ele, pode ser caracterizada quando o professor “sai de cena”, ou seja, sai do foco principal da aula, mas coloca o aluno no centro deste processo de ensino-aprendizagem. “Isso tem a ver muito com conhecer o aluno, as metodologias, as tecnologias, mas principalmente saber como esse aluno aprende e o que é significativo pra ele”. A neurociência é o caminho profícuo para conquistar esta realidade.

Tomazinho pondera que o papel deste professor está mudando muito. É sabido ser passado aquele professor que apenas transmite a informação, sendo o detentor do conhecimento, que prepara a aula e “palestra” ao aluno, esperando que este fique sentado, em silêncio, prestando atenção no professor.

“Metodologia ativa consiste em trabalhar em equipes pequenas, nas quais o professor passa a ser um designer de experiências de aprendizagem, que fala muito menos, pois cria recursos para o aluno discutir mais a matéria e os conteúdos. Isso dá muito mais significado para o aprendizado, que embasado desta forma, na ciência e literatura, acaba mostrando que como dá mais trabalho para o aluno todas as aulas, ele estuda um pouquinho todo dia, não precisa ter o estresse de assimilar uma grande quantidade de informações, por exemplo, para a prova. É muito mais eficaz. Se pensarmos em ciência, mostra que as metodologias ativas de modo geral trazem um aumento de 20% a 30% de aprendizagem”, explanou.

Pode parecer um grande desafio ao professor, mas a vantagem é que, propondo a discussão com seus alunos, o educador não tem mais a obrigação de ser sabe tudo. “Ele vira um parceiro de aprendizagem com o aluno”, pontuou. A dica para sair de uma eventual “saia justa” é: permitir-se experimentar. “Na dúvida, pergunte para os alunos. Pessoal, temos este conjunto de informações para estudar, como vocês gostariam de estudar isso? Provavelmente o professor vai se surpreender, pois os alunos vão estar com ideias e aplicação de vida real muito mais prática e vai fazer muito mais sentido e vai ser muito mais prazeroso para este professor”.

Neurociência

A compreensão e o entendimento do conteúdo, segundo Tomazinho, é apenas uma fase do aprendizado, é o comecinho. “Eu tenho que entender e compreender, depois tenho que criar estratégias para reter este conhecimento no cérebro, onde estou guardando esta informação do cérebro e, depois de guardada, como fazer para recuperar esta informação, pois acontece muito de se dar uma aula maravilhosa e o aluno entende tudo, mas na hora que você faz uma pergunta pra ele, diante de uma prova, se percebe que aquilo foi aprendido, mas dá o branco. Na verdade, ele guardou esta informação, mas não criou os caminhos onde guardou e muito menos as estratégias de recuperação”.  Segundo a Neurociência, as fases de aprendizado são:

1 Compreensão e entendimento

2 Estratégias de armazenamento

3 Estratégias de recuperação da informação

4 Aplicação deste conhecimento no mundo real

5 Criticidade (depois que usei aquilo que aprendi, avalio se isto está bom ou pode melhorar)

“Neurociência hoje é uma disciplina quase que fundamental para o professor compreender como é o aprendizado do aluno, que é por associação, ou seja, as pessoas aprendem sempre ligando uma informação a outra que ela já saiba, por isso que quem mais estuda aprende mais rápido, pois cria uma bagagem de informação tão grande em seu cérebro que qualquer nova informação se liga àquilo, faz mais significado para aprender mais”, informou Tomazinho.

Google for Education

Desde 2014, o prof. Dr. Paulo Tomazinho é certificado pelo Google for Education. Este é o departamento mundial do Google para educação, que tem ferramentas, tecnologias e modelos para promover educação de qualidade no mundo todo, gratuitamente, o qual qualquer escola pode adotar. O Google For Education seleciona algumas pessoas em cada país para fazer o treinamento presencial intensivo e concede a formação Google Certified Innovator, o inovador certificado pelo Google, que é o agente de mudança que domina essas ferramentas e está apto a fazer a formação de professores, bem como a mudança de projetos de inovação em educação em escolas ou faculdades. “Tenho a honra de ter esta certificação e fazer este trabalho grande com o Google em difundir metodologia, ferramentas de tecnologia, mas também a neurociência. O futuro é pensar essas três áreas juntas”, finalizou.

Assessoria de Comunicação Grupo Mater Dei 

Daiana Pasquim – Jornalista DRT/PR 5613 | Lucas Piaceski Agência PQPK