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Palestras, prêmios e Relatório Social: saiba tudo sobre o 2º dia do Inspira 2020

As atividades que compõem o Inspira 2020 seguem a todo vapor. Nesta quarta-feira (29), os docentes da UniCesumar participaram do “InspiraTalk”, com palestras motivadoras, com temas que englobaram desde metodologias ativas até inovação tecnológica. Também foram realizadas apresentações culturais, com a abertura do evento sob a responsabilidade grupo de dança Arte de Transformar (ADT), e a entrega do prêmio Professor Revelação.

De acordo com a head de Formação Docente e Apoio Discente da UniCesumar, Karina Tomelin, a programação do segundo dia do Inspira 2020 foi idealizada para que os professores levem a inspiração para os alunos. “Trouxemos palestrantes de temas bem variados, de tecnologia à mudança cultural de ensino e metodologias ativas. Nosso objetivo é mobilizar o professor a pensar em estratégias diversificadas para a sala de aula”, declarou.

Um dos palestrantes que falou aos docentes foi Miguel Thompson, diretor acadêmico da Fundação Santillana, com o tema “Mundo complexo: identificando ordem no caos cotidiano”. Usando analogias como a Caixa de Pandora e o mito de Prometeu e o fogo, Thompson falou sobre a importância de criar desafios para os jovens. “A formação dos professores precisa ser cada vez mais generalista, com o docente precisando se inserir no universo do aluno. O modelo conceitual não serve mais, pois a inovação está acontecendo a todo o mundo e precisamos estar atentos a isso.”

A inovação foi um tema marcado na palestra sobre Machine Learning da consultora na área educacional Luciana Santos, que destacou o uso de Inteligência Artificial (AI). “AI nada mais é do que a junção entre a automatização de atividades por meio de um robô e a inteligência humana”, explicou. Para ela, o paradigma da aprendizagem precisa ser pautado na natureza do problema, com o conceito de “reaprender para aprender de novo”. “Nós, professores, somos cientistas da aprendizagem. Chegou o momento de pensar fora da caixa e ser disruptivos.”

Tratando sobre a personalização da aprendizagem, a organizadora do livro Ensino Híbrido e cofundadora da Tríade Educacional, Lilian Bacich, ressaltou a importância de valorizar a individualidade dos alunos. “Precisamos oferecer experiências de aprendizagem que valorizem o que funciona melhor para cada estudante. Por meio de formas alternativas de aprendizagem, comunicação e colaboração, o ato de aprender caminha cada vez mais rumo à escolha.”

As palestras da noite foram encerradas por Paulo Tomazinho, consultor de metodologias ativas que explanou sobre o tema “Aulas memoráveis”. Segundo ele, ensino nem sempre significa aprendizagem. “Com um bom professor e uma boa fala, o aluno entende o que é dito, mas não necessariamente aprende. Por isso, precisamos entrar no universo desses estudantes. Se a gente não entender o aluno, a gente não consegue ensinar”, declarou.

INSPIRA 2020: PROFESSOR REVELAÇÃO

Um dos destaques da noite foi o prêmio “Professor Inspiração”. O reconhecimento foi dividido em três categorias: docentes que renderam mídia externa positiva para a instituições, professores que participaram de congressos de alcance nacional e pesquisadores com alta produtividade em 2019. Os prêmios foram entregues pelo vice-reitor da UniCesumar, Wilson Matos Filho, e pela pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Ludhiana Ethel de Matos Garbugio.

A professora do curso de Nutrição da UniCesumar de Curitiba, Silvia Moro, foi uma das docentes reconhecidas por terem gerado mídia positiva para a Instituição. “É muito bom ser reconhecida nessas situações, porque a minha atividade foi muito simples. Servir comida para as pessoas na praça é algo feito há cem anos. Estou com planos de fazer uma série de outras coisas nesse 2020, e já pedi o apoio da direção do campus de Curitiba”, comemorou.

Na categoria de participação em congressos nacionais, o professor Dr. Braulio Magnani Branco foi premiado graças a quatro trabalhos vencedores em eventos. “É um reconhecimento que a comunidade cientifica teve em relação aos que nós temos desenvolvido na UniCesumar. Isso dá um prazer para que possamos trabalhar, e os alunos também podem ver que a Instituição está dedicada em reconhecer o nosso trabalho.”

Por fim, a professora Vivian Rezende, do curso de Enfermagem da unidade de Curitiba, foi homenageada pela produtividade em pesquisa. Para ela, apesar de ser entregue ao professor, o prêmio também reflete nos estudantes. “Esta homenagem é também um reconhecimento do trabalho e dedicação de nossos alunos, os quais fizeram parte dos projetos e impactaram por meio do conhecimento adquirido na universidade a vida de muitas pessoas”, enfatizou.

RELATÓRIO SOCIAL

Outro destaque na programação do segundo dia do Inspira 2020 foi o lançamento do Relatório Social 2019. O documento, desenvolvido pela Diretoria de Relações Institucionais, apresenta a descrição das atividades e realizações da UniCesumar no ano passado.

“O Relatório Social 2019 é uma conquista muito importante. Ele é uma vitrine das nossas melhores ações sociais e evidencia a relevância da instituição não somente para os nossos alunos, mas também para toda a sociedade. Com o Relatório Social, a UniCesumar honra sua linda história construída nesses 30 anos”, ressalta Weslley Matos, diretor de Relações Institucionais.

Para conferir o relatório, basta acessar o site oficial da publicação.

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Dr. Paulo Tomazinho: O papel das metodologias ativas no processo de ensino e aprendizagem

Nesta quarta-feira (22.01) o Prof. Dr. Paulo Tomazinho, do Paraná, capacitou professores do Colégio Notre Dame de Lourdes, em Cuiabá (MT), sobre metodologias ativas, cada vez mais presentes nas discussões sobre o futuro da educação em busca do melhor resultado no processo de ensino e aprendizagem.

“Estamos vivendo um momento em que novas tecnologias e novos desafios exigem que a escola deva cada vez mais estar apta a ensinar o aluno a aprender a aprender”, define o especialista.

Segundo Dr. Paulo Tomazinho, quando um bom professor dá uma aula bem montada, com início meio e fim, o aluno entende tudo. “Quando o aluno entende e compreende, ele acha que aprendeu e acha que vai lembrar de tudo no futuro. Isso é caracterizado como ilusão de influência”.

A aprendizagem, pontua o especialista, não é só esse processo de entendimento, de compreensão. O aluno tem que estar motivado, tem que estar querendo aprender, tem que entender, ou seja traduzir as palavras, os significados.

“E esse entendimento tem que fazer significado pra ele, tem que ser associado ao que ele já sabe, com memórias prévias. Depois o aluno tem que criar estratégias de onde está guardando isso em sua memória associado a quê, e daí qual a estratégia de recuperação dessa informação para, aí sim, aplicá-la na resolução de problemas reais”.

De acordo com Dr. Paulo Tomazinho, o problema é que muitos professores dão boas aulas, o aluno compreende, porém ele não tem tempo durante a aula de criar esse processo de armazenamento, recuperação e aplicação do que aprendeu.

“A gente chama isso de divisor de influência. Normalmente o professor vai perceber que o aluno gosta da aula dele, tira boas notas, e todos ficam contentes: o aluno, o pai, o professor, a escola”, pontua.

E acrescenta: “Mas, se esse professor tiver um senso mais crítico e depois da prova entrevistar esse aluno para ver o que realmente aprendeu vai, infelizmente, constatar que ele lembra muito pouco porque o objetivo foi estudar para a prova, para tirar nota, alcançar a média, passar de ano e deixar a família feliz”.

Paulo Tomazinho observa que este é um objetivo de memória de curto prazo, em que se faz um estudo de quantidade muito grande de conteúdo na véspera da prova, e depois esquece tudo, porque o objetivo não é necessariamente de aprendizagem de longo prazo, mas de tirar nota para passar de ano.

A estratégia mais simples que existe para que o aluno memorize a informação, de acordo com o especialista, é pedir para eles conversarem sobre aquilo que acabaram de entender e compreender.

“Para explicar para o colega, o aluno vai ter que entrar na sua mente, buscar nas memórias o que o professor falou, organizar e elaborar isso tudo para poder falar. Ao falar, às vezes a percepção do colega foi diferente da dele e aí vem a discussão. Ao conversar e praticar, os alunos estão um ensinando ao outro e todos sabem que a melhor forma de aprender é ensinando”.

Um desafio apontado pelo Dr. Paulo Tomazinho é traduzir a capacitação docente em práticas didáticas dentro da sala de aula. “Eu tenho usado embasamento em neurociência para mostrar aos professores da forma mais simples possível que não é preciso usar a aula inteira neste processo, mas alguns minutos, como que temperando essa aula em busca do melhor processo de ensino e aprendizagem”.

O Prof. Dr. Paulo Tomazinho é formado em Odontologia pela Unipar, Doutorado em Educação pela Universidad del Mar, e mestre em Ciências Microbiologia pela USP, além de Pós-Graduação e Doutorado em Odontologia pela Universidade Positivo.

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Com Metodologias Ativas, prof. Dr. Paulo Tomazinho ilustra semana pedagógica Mater Dei

Neurociência é o caminho pelo qual se incentiva o aluno a trabalhar em equipes pequenas, debatendo o conteúdo e até ensinando-o, o que aumenta a taxa de aprendizado em até 30%

Como profissional da área de Odontologia, Paulo Tomazinho ficava incomodado com a forma como as pessoas demonstravam aprender, ou ter dificuldade para tal. Isto o motivou a buscar o mestrado em Ciências, na USP e, em seguida, o doutorado em Educação, que concluiu no Chile em 2011. Atua ajudando clientes como Universidade Positivo, Nuvem Mestra – Partner Premier Google, UNIPAR, UniDomBosco, Unifacisa, Unifai, UFPR, Sinepe e SEMESPE, sendo que há três anos, o professor dr. Paulo Tomazinho vem palestrando por todo o Brasil sobre “Metodologias Ativas”, temática que trouxe para a Faculdade Mater Dei na noite desta segunda-feira, 4. A Semana Pedagógica Mater Dei iniciou-se em 1º de fevereiro e segue até dia 11, véspera do início das aulas, com diversificadas atividades programadas pela Assessoria pedagógica, sob a direção do prof. Dr. Dirceu Antonio Ruaro.

Metodologia ativa, explica ele, pode ser caracterizada quando o professor “sai de cena”, ou seja, sai do foco principal da aula, mas coloca o aluno no centro deste processo de ensino-aprendizagem. “Isso tem a ver muito com conhecer o aluno, as metodologias, as tecnologias, mas principalmente saber como esse aluno aprende e o que é significativo pra ele”. A neurociência é o caminho profícuo para conquistar esta realidade.

Tomazinho pondera que o papel deste professor está mudando muito. É sabido ser passado aquele professor que apenas transmite a informação, sendo o detentor do conhecimento, que prepara a aula e “palestra” ao aluno, esperando que este fique sentado, em silêncio, prestando atenção no professor.

“Metodologia ativa consiste em trabalhar em equipes pequenas, nas quais o professor passa a ser um designer de experiências de aprendizagem, que fala muito menos, pois cria recursos para o aluno discutir mais a matéria e os conteúdos. Isso dá muito mais significado para o aprendizado, que embasado desta forma, na ciência e literatura, acaba mostrando que como dá mais trabalho para o aluno todas as aulas, ele estuda um pouquinho todo dia, não precisa ter o estresse de assimilar uma grande quantidade de informações, por exemplo, para a prova. É muito mais eficaz. Se pensarmos em ciência, mostra que as metodologias ativas de modo geral trazem um aumento de 20% a 30% de aprendizagem”, explanou.

Pode parecer um grande desafio ao professor, mas a vantagem é que, propondo a discussão com seus alunos, o educador não tem mais a obrigação de ser sabe tudo. “Ele vira um parceiro de aprendizagem com o aluno”, pontuou. A dica para sair de uma eventual “saia justa” é: permitir-se experimentar. “Na dúvida, pergunte para os alunos. Pessoal, temos este conjunto de informações para estudar, como vocês gostariam de estudar isso? Provavelmente o professor vai se surpreender, pois os alunos vão estar com ideias e aplicação de vida real muito mais prática e vai fazer muito mais sentido e vai ser muito mais prazeroso para este professor”.

Neurociência

A compreensão e o entendimento do conteúdo, segundo Tomazinho, é apenas uma fase do aprendizado, é o comecinho. “Eu tenho que entender e compreender, depois tenho que criar estratégias para reter este conhecimento no cérebro, onde estou guardando esta informação do cérebro e, depois de guardada, como fazer para recuperar esta informação, pois acontece muito de se dar uma aula maravilhosa e o aluno entende tudo, mas na hora que você faz uma pergunta pra ele, diante de uma prova, se percebe que aquilo foi aprendido, mas dá o branco. Na verdade, ele guardou esta informação, mas não criou os caminhos onde guardou e muito menos as estratégias de recuperação”.  Segundo a Neurociência, as fases de aprendizado são:

1 Compreensão e entendimento

2 Estratégias de armazenamento

3 Estratégias de recuperação da informação

4 Aplicação deste conhecimento no mundo real

5 Criticidade (depois que usei aquilo que aprendi, avalio se isto está bom ou pode melhorar)

“Neurociência hoje é uma disciplina quase que fundamental para o professor compreender como é o aprendizado do aluno, que é por associação, ou seja, as pessoas aprendem sempre ligando uma informação a outra que ela já saiba, por isso que quem mais estuda aprende mais rápido, pois cria uma bagagem de informação tão grande em seu cérebro que qualquer nova informação se liga àquilo, faz mais significado para aprender mais”, informou Tomazinho.

Google for Education

Desde 2014, o prof. Dr. Paulo Tomazinho é certificado pelo Google for Education. Este é o departamento mundial do Google para educação, que tem ferramentas, tecnologias e modelos para promover educação de qualidade no mundo todo, gratuitamente, o qual qualquer escola pode adotar. O Google For Education seleciona algumas pessoas em cada país para fazer o treinamento presencial intensivo e concede a formação Google Certified Innovator, o inovador certificado pelo Google, que é o agente de mudança que domina essas ferramentas e está apto a fazer a formação de professores, bem como a mudança de projetos de inovação em educação em escolas ou faculdades. “Tenho a honra de ter esta certificação e fazer este trabalho grande com o Google em difundir metodologia, ferramentas de tecnologia, mas também a neurociência. O futuro é pensar essas três áreas juntas”, finalizou.

Assessoria de Comunicação Grupo Mater Dei 

Daiana Pasquim – Jornalista DRT/PR 5613 | Lucas Piaceski Agência PQPK


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Robôs poderão pesquisar e produzir teses jurídicas, diz professor a alunos da Unipar

O curso de Direito da Universidade Paranaense (Unipar), Unidade de Francisco Beltrão, promoveu nesta semana o 12º Fórum Pedagógico de Direito. A atividade deste ano foi ministrada pelo professor doutor Paulo Henrique Tomazinho, professor da casa, que é certificado pelo Google para ministrar cursos na área de metodologias ativas.


Ele tratou sobre a temática da Inteligência Artificial (AI) dentro do Direito. Abordou a evolução das tecnologias e o seu estado atual, apontando perspectivas sobre o futuro do uso das tecnologias, notadamente as relações entre Inteligência Artificial e Direito.


O professor apresentou várias tecnologias que podem vir a auxiliar advogados num futuro próximo, como robôs que pesquisam e produzem teses jurídicas automaticamente, fazendo buscas de jurisprudência e doutrina. Também, retratou em sua atividade alguns pontos relacionados à Educação e Tecnologias, propondo o uso de metodologias ativas em conjunto com as ferramentas tecnológicas como forma de maximizar o aprendizado.

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Alunos da Unipar contam com ferramentas inovadoras do Google for Education

Os dispositivos móveis estão na mão de quase todos os jovens brasileiros. Se tornaram uma ferramenta de lazer, trabalho, interação e também de estudos. Hoje, um professor consegue ministrar toda sua aula, aplicar trabalhos, provas, enquetes, disponibilizar conteúdo – e o aluno pode acompanhar tudo isso – com alguns toques no seu smartphone. Essa já é a realidade da Universidade Paranaense (Unipar), que desde o ano passado está usando as ferramentas inovadoras do Google for Education. Com isso, intensificaram-se os treinamentos de docentes com foco no uso de tecnologias de aprendizado.  
A Unipar em todas as suas unidades conta atualmente com a contribuição (palestras e aulas expositivas) e suporte técnico do professor Paulo Tomazinho (Diretor do Comitê de EdTech da Associação Brasileira de Startups), um dos poucos com certificação internacional do Google (Google Certified Innovator). Com as ferramentas do Google for Education, o acadêmico cadastra seu e-mail institucional vinculado ao gmail e tem a possibilidade de utilizar as ferramentas educacionais vinculadas ao Google. 

Oficinas 
Com a contribuição do professor Paulo, ministrando oficinas das ferramentas e aplicativos referentes a este modelo de ensino, os docentes da Unipar puderam perceber a evolução das metodologias de ensino no cenário superior. 
No curso de Direito, especificamente, com metodologia clássica voltada às aulas expositivas, as ferramentas trouxeram ao acadêmico o interesse e a motivação na realização de estudos de casos, estudos dirigidos e leitura de artigos. 

Classroom
Uma das ferramentas mais importantes é o Classroom (sala de aula virtual), em que o professor, utilizando-se de aplicativo, trabalha com os alunos de forma virtual, motivando a realização de exercícios, desenvolvimento de atividades extraclasse, incentivando a consulta a materiais, estudos em tempo real, o que facilita o aprendizado de forma diferente do método clássico. De acordo com a professora Patrícia Fernandes Bega, precursora no curso de Direito, que utiliza com os acadêmicos nas disciplinas teóricas e práticas, “o uso das metodologias motiva o aluno à pesquisa e incentiva o acadêmico a desenvolver o raciocínio, facilitando o acesso aos materiais, exercícios e demais atividades”. 

Aplicativo
O aplicativo é autoexplicativo, professor e aluno possuem interação em tempo real, sendo possível esclarecer dúvidas e iniciar conversas. Tudo isso facilitado por ser um aplicativo que pode ser baixado no celular e acessado em qualquer lugar.